quinta-feira, janeiro 29, 2026

Os crimes de guerra russos na região de Kharkiv e em Odesa

No dia 27 de janeiro, as forças russas de ocupação atingiram um comboio/trêm de passageiros na região ucraniana de Kharkiv. O comboio da rota Chop–Barvinkove, que transportava 291 passageiros, incendiou-se após o ataque. Cinco passageiros morreram. 

Uma carruagem ficou em chamas e outra foi parcialmente danificada. Cinco pessoas morreram no ataque e X pessoas ficaram feridas, e o Serviços de Emergência (DSNS) estão a trabalhar no local.







A rússia constantemente ataca os civis ucranianos. O seu terror tem de ser travado agora — através de pressão internacional decisiva e de um reforço do apoio à defesa da Ucrânia. 

Cidade de Odesa sob ataque dos mísseis 

Os ocupantes russos também atacaram a cidade de Odesa, usando os mísseis anti-navio, conhecidos pela sua imprecisão bastante acentuada. Foi atingido e parcialmente destruído um prédio residencial. 

Fonte: @kazansky2017

domingo, janeiro 25, 2026

Japoneses em campos de POW na Ucrânia soviética (1946-1949)

Envelope postal americano dedicado à guerra soviético-japonesa de 1945

Em resultado da derrota militar do Japão, mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung tinham deposto as armas. Mais de cem mil soldados, ou seja, um em cada seis dos POW, foram mortos ou morreram em cativeiro soviético. Os campos estavam localizados por toda a União Soviética, do Extremo Oriente ao leste da Ucrânia, escreve o historiador ucraniano Vakhtang Kipiani. 

Após a vitória militar sobre o Japão, os marechais soviéticos enfrentaram a questão de o que fazer com mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung que haviam deposto as armas.

O jornal propagandista soviético «Nihon Shinbun» (Jornal Japonês), dirigido aos POW japoneses, foi publicado na cidade de Khabarovsk, na USSR, entre setembro de 1945 e dezembro de 1949

Em 23 de agosto de 1945, Estaline assinou a resolução nº 9898 do Comité/ê Estatal de Defesa da URSS, «Sobre o recepção, alocação e utilização laboral de 500.000 prisioneiros de guerra do exército japonês». O documento era classificado de «ultrassecreto». Decidiu-se utilizar «aqueles fisicamente capazes de trabalhar nas condições do Extremo Oriente e da Sibéria» «para o desenvolvimento da base de matérias-primas e da infraestrutura económica/ômica". Eles se tornaram escravos do GULAG, construindo os caminhos de ferro / a ferrovia Baikal-Amur, novas fábricas, portos e bases navais, minas de carvão e minério, foram usados nas áreas de exploração madeireira, etc. Cinquenta e cinco campos foram construídos para os japoneses, ou eles foram forçados a construí-los por conta própria. Mas, frequentemente, eram desembarcados na floresta, a céu aberto.

Os quadros do POW japonês Nobuo Kiuchi, que passou pelos campos laborais da Ucrânia.
«Ao som dos gritos de "Vamos, vamos!", 40 pessoas foram colocadas em um vagão de carga, com as portas trancadas hermeticamente pelo lado de fora. Os vagões eram vigiados por soldados soviéticos armados com metralhadoras. O trem, com cerca de 1.500 prisioneiros japoneses, partiu para uma longa jornada rumo ao oeste».

Grupos separados de prisioneiros foram enviados para as repúblicas soviéticas do Cazaquistão e do Uzbequistão (cerca de 70 mil pessoas no total), bem como cerca de 5.100 para Ucrânia. 

O primeiro grupo de prisioneiros do País do Sol Nascente chegou a Zaporizhia em 3 de agosto de 1946 – eram 28 oficiais, 195 suboficiais e 1.078 soldados. Os japoneses trabalharam nos territórios de cinco regiões do leste da Ucrânia, em particular nas cidades de Kharkiv, Chuhuiv, Izyum, Sloviansk, Artemivsk e outras, bem como em dezenas de postos de concentração localizados em vilarejos e assentamentos entre as cidades, ao longo da rodovia Kharkiv-Debaltseve. 

Como descreveu Ivan Pylnyk, ex-vice-chefe de um dos campos «ucranianos»: «em geral, a administração tratava os japoneses de forma humana – eles não eram alemães! Os japoneses encaravam o trabalho com boa-fé e executavam diligentemente as obras de construção da estrada». 

A falta de tradutores de japonês obrigou os oficiais do MGB a recorrer a métodos não convencionais no processo de recrutamento de agentes. Trata-se, por exemplo, da «utilização de agentes entre os prisioneiros de guerra alemães para encontrar pessoas que falassem russo entre a população japonesa». 

Em 1 de maio de 1947, havia 25 delatores do MGB entre o contingente japonês do Campo nº 415 de Kharkiv. 

«Usando um relatório de um agente interno do campo, um alemão com o nome operativo de «Cegonha», que relatou que Narita Seihiro (então responsável pela cozinha japonesa no campo) havia entregado um quilo de arroz ao seu cozinheiro, um prisioneiro de guerra alemão, os agentes começaram a chantagear os jovens japoneses durante o interrogatório. Narita, temendo ser responsabilizado criminalmente pelo roubo do arroz, concordou em cooperar e forneceu os nomes de 13 colegas oficiais que falavam russo».

«Quem não trabalha, não come. Começamos imediatamente a trabalhar quebrando pedras. Com um pé de cabra na mão, você fica diante de um bloco de pedra e cumpre a cota diária — um metro cúbico por pessoa. O trabalho em uma brigada de quatro pessoas é ainda mais terrível, porque a carga de trabalho quadruplica, incluindo o trabalho de um carregador e um estivador».

Os oficiais de MGB procuravam não apenas os POW com pouca resistência, mas principalmente pretendiam descobrir as «categorias opostas, ideologicamente e de classe, da sociedade japonesa»: polícias, funcionários do governo, sacerdotes xintoístas, industriais e banqueiros, comerciantes, negociantes, donos de restaurantes e grandes proprietários de terras. 

Em paralelo, os MGBistas tentavam achar os membros do destacamento nº 731 do Exército de Kwantung, que eram acusados, pelas autoridades soviéticas, de «se dedicar, principalmente, à pesquisa de agentes ativos de guerra bacteriológica e métodos de sua aplicação». 

De acordo com as estatísticas oficiais do Departamento de Prisioneiros de Guerra e Internados do Ministério do Interior da RSS da Ucrânia, em 1 de janeiro de 1949, restavam apenas 29 japoneses étnicos nos campos do GULAG. «É provável que sobre eles os órgãos operacionais dos campos conseguiram encontrar material incriminatório e preparavam os processos para a sua transferência aos Tribunais Militares». Sabe-se que pelo menos um POW japonês esteve no campo de prisioneiros de Dnipropetrovsk no verão de 1950. 

Mais de cem mil, ou seja, um em cada seis dos prisioneiros, morreram ou faleceram em cativeiro soviético. Até recentemente, acreditava-se que 165 prisioneiros de guerra japoneses permaneciam para sempre no território da Ucrânia (na região de Estalino (atual Donetsk) – 94, Zaporizhia – 42, Kharkiv – 27, Dnipropetrovsk – 2). Mas os pesquisadores ucranianos provaram que o número de mortes documentadas chegou a 212, apesar de um conjunto significativo de documentos ainda ser inacessível aos historiadores. Segundo a política russa dos arquivos militares e dos serviços secretos russos. 

«A inveja do prato alheio é a mesma em todo lugar. Como os pratos japoneses parecem maiores, os alemães lançam olhares de maldade. Eles comem pão e sopa, nós comemos papa/mingau de arroz, sopa de missô e assim por diante».

Uma característica interessante do sepultamento dos corpos dos japoneses falecidos foi descoberta na cidade de Slavyansk. Em sepulturas separadas, ao lado dos falecidos, foram colocadas cápsulas de vidro com dados pessoais sobre eles, incluindo apelido/sobrenome, nome e local de residência. 

A maior necrópole japonesa na Ucrânia é o chamado «Novo Cemitério (Cemitério nº 2)», na cidade de Druzhkivka, na Donbas. Os cidadãos japoneses falecidos eram enterrados aqui em um local separado. No total, de 6 de outubro de 1946 a 30 de agosto de 1948, 106 pessoas desse contingente foram sepultadas no cemitério. 

O coletivo de autores encontrou as memórias escritas por um ex-soldado do exército imperial, Mizushima Shohei, que narra suas andanças pela Ucrânia. A família do soldado autorizou a publicação e tradução das memórias: «Embora eu não queira me lembrar, eu me lembro. Saiam mais lágrimas do que palavras. No entanto, para deixar um legado para as crianças que não viram a guerra, estou me dedicando a esta difícil escrita... Quantas vezes pensei em morrer, e a cada vez me faltava coragem...» Foi tão terrível que, mesmo no dia da libertação, quando todos dançavam, o narrador se lembrava da dor e do medo.

sábado, janeiro 24, 2026

As expectativas de vida de um mercenário do exército russo

As expectativas de vida de um mercenário estrangeiro do exército russo na sua campanha de ocupação da Ucrânia é de apenas 4 meses. Após analisar as informações disponíveis, constata-se o seguinte: 42% dos mercenários morreram nos primeiros 4 meses de serviço no exército russo. 

Esse indicador comprova, mais uma vez, que nenhum dos comandantes russos se preocupa com a preservação do seu pessoal. Principalmente quando se trata de estrangeiros. Mercenários são usados ​​puramente como «carne de canhão» / «boi para piranha», sem qualquer treino/amento especial. Assina o contrato (em russo), recebe a uniforme e um Kalashnikov (às vezes nem recebe) - «vá em frente»! 

Com este infográfico, também lembramos àqueles que pensam em assinar um contrato em busca de «boas condições» na rússia, que ir para a guerra como parte das forças armadas russas é uma passagem só de ida. Militares russos já começaram a anunciar (https://t.me/hochu_zhyt/4363) números de baixas, ainda que subestimados, mas monstruosos, na casa das centenas de milhares de mortos. Entre eles, estão milhares de estrangeiros que pensavam conseguir a cidadania russa, mas que foram enganados ou enviados à força para o abate. Esse número cresce diariamente e continuará crescendo enquanto os governos dos seus países de origem permitirem que seus cidadãos sejam recrutados para a morte certa. 

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Kyiv e Dnipro alvo de ataques russos e da solidariedade polaca

A rússia continua a usar as temperaturas baixas do inverno para aterrorizar os civis ucranianos, atacando os prédios de apartamentos e infraestrutura energética. Os moradores de Kyiv usam as estações do metro para se proteger dos ataques russos. 









FotosYan Dobronosov

Um drone russo também atingiu a fábrica de chocolate de Kyiv, «Roshen», a propaganda russa se apressou chamar a fábrica de «unidade de produção de drones». Os ocupantes russos não perdem por usar a velha tática usada pelos soviéticos no Afeganistão e pelos russos na Síria: todos os civis mortos são classificados de «militares da NATO» e todas as instalações civis atingidas de «fábricas de armamento»:



Nas vésperas, na  tarde do 22 de janeiro um drone de ataque russo atingiu um prédio residencial em Dnipro. Vários apartamentos foram danificados. Com essas ações, os ocupantes russos demonstram mais uma vez que não cogitam nenhuma trégua.










Fotos: Yan Dobronosov 

O prefeito de Varsóvia, Rafal Tszaskowski, informou que Varsóvia enviou 90 geradores a Kyiv para apoiar instalações de infraestrutura essenciais e salvar pessoas que estão atingidos pelo frio devido à ação de ocupantes russos que se autodenominam «povo irmão».

Fonte: TG canal @kazansky2017

domingo, janeiro 18, 2026

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia

Foto original: Michael Star

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia (FAU): porque é que a guerra na Ucrânia não «desapareceu das capas de jornais» para eles — The Jerusalem Post. Enquanto a agenda mundial muda, para aqueles que estão na linha da frente, a guerra não se tornou um pano de fundo.

O Jerusalem Post, no seu artigo de 15 de janeiro de 2026, conta a história de militares judeus que servem nas fileiras das FAU — sem sentimentalismos, sem slogans, com a compreensão do preço de cada dia. 

Não estamos a falar de histórias abstratas, mas de pessoas reais: 

• Moshe Byzsemov de Mykolaiv é o comandante de uma unidade de drones de reconhecimento. Serve desde 2018, manteve-se na linha da frente mesmo após ter sido ferido e prolongou o seu contrato após o início da guerra em grande escala (24.02.2022). 

• Andriy Chernetsky — condutor de um veículo blindado. Esteve na batalha de Bakhmut e foi ferido três vezes. O artigo descreve um episódio em que quebrou o protocolo e parou o blindado BMP para resgatar um soldado ferido sob os escombros. 

• Tsvy-Hirsh (Gryhoriy) Zvergazda era cozinheiro e pai de dois filhos. Morreu na direção operativa de Kherson. Após a guerra, sonhava abrir um restaurante kosher com a estrela Michelin em Odesa. 

• Andriy Korovsky de 32 anos era um professor da escola Chabad e operador de drones. Regressou à linha da frente após ter sido ferido e morreu em combate devido a um ataque cardíaco. 

• Maksym Nelypa foi um ator e apresentador de TV ucraniano. Deixou a televisão no início da guerra, combateu e morreu em maio de 2025. Na altura, o seu filho servia na brigada «Golani» das Forças de Defesa de Israel. 

Benjamin «Nemo» Ásher era um voluntário judeu da Hungria, soldado das FAU, morreu no campo de batalha a Ucrânia; o seu nome é mencionado no contexto da sua ajuda nos funerais judaicos. 

• O rabino Mayer Stambler é o chefe da Federação das Comunidades Judaicas da Ucrânia, que coordena a assistência às famílias dos falecidos e a organização de funerais de acordo com a tradição judaica. 

• O rabino-tenente Yakov Sinyakov é um capelão militar que trabalha diretamente com os soldados na linha da frente: apoio psicológico, orações, conversas, ajuda aos recrutas. 

Um ponto importante a destacar é a escala da participação. 

Não existem «estatísticas judaicas» oficiais no exército ucraniano, mas, segundo as estimativas dos representantes das comunidades judaicas, entre 100 à 200 judeus ucranianos possivelmente já morreram na guerra desde 24.02.2022. Ao mesmo tempo, o número de judeus que servem nas FAU da Ucrânia é aproximadamente, no mínimo, o dobro do número de judeus que já morreram. 

Não se trata de uma questão de contagem, nem de uma disputa sobre números. Os números demonstram apenas que não estamos a falar de histórias individuais, mas sim de uma camada significativa da sociedade que paga o mesmo preço da guerra que todos os outros. 

Blogueiro: ao mesmo tempo, aproximadamente, zero palestinianos/nos fazem parte das FAU. Apesar, de que milhares de palestinos, estudaram na Ucrânia durante cerca de cinco décadas, muitos, de uma forma gratuita, vários deles constituiram as famílias e acabaram por ficar à viver na Ucrânia...

Tempos da guerra. Postais de inverno da Ucrânia

A rússia usa as temperaturas baixas do Inverno para aterrorizar os civis ucranianos, atacando os prédios de apartamentos e infraestrutura energética. Os ucranianos enfrentam o Inverno sem eletricidade, aquecimento e água durante muitas horas ou até dias.






Mas não desistem. Os operários do setor energético ucraniano trabalham dia e noite para restaurar a luz e o aquecimento. Pontos de Invencibilidade abrem-se por todo o país. Vizinhos ajudam-se mutuamente.

Ucrânia mantém-se firme.

Esteja ao lado da Ucrânia.

Glória à Ucrânia!

sábado, janeiro 17, 2026

Os mercenários africanos na rússia: «carvão descartável»

Um excelente vídeo promocional de «bons empregos na rússia» para os estrangeiros. Não importa se são africanos, latino-americanos ou asiáticos. A voz-off russa deixa tudo muito claro: assinou o contrato com exército russo? Prepare-se para se tornar mais uma unidade descartável.

O vídeo à seguir mostra um mercenário africano chamado Francis, que foi requalificado pelos russos, à força, passando de soldado de infantaria à kamikaze, que carrega, amarrada, ao seu corpo, uma bomba de fumaça, a UDSh-U. O próprio Francis, visivelmente, não ficou nada contente com esta «promoção», mas acaba por sofrer as consequências de tentar construir o seu próprio «futuro melhor», baseado no sofrimento e nas mortes dos ucranianos. A voz do militar russo (liquidado pelas FAU, o vídeo foi extraído no seu telemóvel) explica, que hoje Francis servirá de «abre-latas», ou seja, será lançado contra as posições ucranianas, unicamente, para que os ocupantes russos tentarem detectar as suas localizações exatas. 

Para o ministério da defesa russo, os cidadãos dos países africanos são uma verdadeira mina de ouro: não falam a língua russa, acreditam facilmente em qualquer mentira sobre empregos «bem remunerados» e estão prontos para assinar qualquer documento sem o ler. Mais importante ainda, são baratos e ninguém se importa com as suas mortes, ninguém será responsabilizado. Estamos certos de que veremos vídeos como este vezes sem conta – em vários países onde a rússia recruta «carne para canhão» / «boi de piranha», os governos locais não interferem, e até colaboram tacitamente com Moscovo/ou nesta questão, enviando deliberadamente os seus cidadãos para a morte certa. 

Num outro caso, Richard Akantoran, cidadão da Uganda, foi para a rússia em busca de trabalho. O agente prometeu-lhe um emprego num supermercado, numa fábrica ou como segurança no aeroporto. Para um homem que ganhava 50 dólares por mês, a oferta parecia tentadora. Chegou pedir dinheiro emprestado para comprar a passagem / o bilhete para Moscovo/ou. 

Ao chegar à rússia, ele e outros três ugandeses foram imediatamente levados para uma instalação militar em Balashikha, onde os literalmente obrigaram a assinar os contratos. Depois disso, foram prontamente enviados para a linha da frente num abrigo improvisado e infestado de insetos. Akantoran escapou por pouco, assim como o seu amigo queniano, Evans Kibet, que, na primeira oportunidade, conseguiu fugir do local, se rendendo aos militares ucranianos.

Para saber mais sobre como o governo russo está a recrutar estrangeiros para combater na Ucrânia, veja o documentário ucraniano “Mercenários”:

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sexta-feira, janeiro 16, 2026

O retorno dos mercenários cubanos da Venezuela e da Ucrânia

No momento em que Cuba celebra pomposamente o retorno de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, ninguém se lembrou dos 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia ao serviço do exército russo. 

Este vídeo mostra a cerimónia de entrega dos restos mortais de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Todos morreram durante a operação norte-americana para capturar Maduro. As autoridades cubanas decretaram duas semanas (!) de luto nacional. 

O projeto ucraniano «Quero Viver» publica a lista de 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia enquanto serviam no exército russo. Não é uma lista exaustiva das perdas de mercenários cubanos, mas apenas daqueles cujas mortes são confirmadas.

Morreram de armas em punho a dez mil quilómetros de casa. Os seus nomes são conhecidos tanto em Moscovo/ou como em Havana, mas não há homenagens, luto ou qualquer menção pública a estes homens. Não há discursos grandiosos, memoriais erguidos e não se escreve nenhum artigo nos «pravdas» cubanos sobre eles. 

Muito provavelmente, os seus restos mortais nunca regressarão à sua ilha natal e permanecerão, como adubo, nas florestas ucranianas de Donbas. Havana, oficialmente, não reconhece os seus mercenários recrutados pela rússia por dinheiro — nem os que morreram, nem os que talvez ainda estejam vivos, cujas listas foram publicadas anteriormente. Cuba também não se recorda dos seus cidadãos capturados pela Ucrânia.

Há nisto uma certa ironia cruel: depois, destas cubanos morrerem no esquecimento, os seus nomes são preservados precisamente por ucranianos, somente por aqueles que eles vieram matar por dinheiro...

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O dia da queda de toda-poderosa secreta comunista Stasi

Em 15 de janeiro de 1990, os manifestantes pacíficos invadiram a sede da secreta comunista Stasi em Berlim Oriental. Desta forma, os arquivos do antigo serviço de segurança estatal da RDA foram impedidos de serem destruídos. 

O filme absolutamente indispensável para perceber o nível de violência, exercida pela Stasi sobre a sociedade na ex-RDA: «A Vida dos Outros» (ver o filme completo):

«O escudo e a espada do partido» — era assim que o Ministério da Segurança do Estado da RDA se auto-intitulou orgulhosamente, emulando o seu «irmão mais velho» soviético, o KGB. Mais de 90.000 agentes de segurança a tempo inteiro e quase 200.000 informadores a tempo parcial trabalhavam para a Stasi (como era popularmente conhecida a secreta, um derivado do alemão Staatssicherheit, ou «segurança do Estado»). A polícia secreta da Alemanha comunista monitorizava principalmente os seus próprios membros. O arquivo da Stasi é colossal: 110 quilómetros de prateleiras repletas de dossiers sobre cidadãos da RDA e de outros países, um índice de fichas com informação sobre 40 milhões de pessoas, 1,5 milhões de fotografias, 30 mil disquetes e cassetes contendo gravações de conversas telefónicas interceptadas... 

A câmara fotográfica disfarçada, usada pela Stasi

Dos milhares de sacos com fragmentos de documentos que os agentes de Stasi tentaram destruir nos últimos dias da RDA, menos de mil foram catalogados. Os documentos foram restaurados graças ao trabalho meticuloso de arquivistas e a um programa de computador desenvolvido por especialistas alemães em TI especificamente para este fim. 

Os dossiers da Stasi rasgados pelos agentes da Stasi

O facto de a Stasi ter começado a destruir documentos imediatamente após a queda do Muro de Berlim e o início da revolução pacífica na RDA foi a principal razão para o ataque aos escritórios da secreta em todo o país e à sede central em Berlim. Por ordem do chefe da Stasi, os dossiers foram queimados e triturados. Tentaram transportá-los em camiões, mas o fumo das fornalhas sobre os escritórios locais de segurança do Estado era visível, as fornalhas e os trituradores não suportavam a carga, e os manifestantes em piquete impediram a remoção dos ficheiros. Então, simplesmente começaram a rasgar os documentos em pedaços.

A revolução pacífica na RDA ocorreu sobretudo graças aos alemães de leste que exigiam a liberdade, a demissão das autoridades comunistas e a reunificação do país. Além disso, por iniciativa dos alemães de Leste, foi aprovada uma lei especial relativa aos arquivos da Stasi. Eles são públicos. No Gabinete Federal para o Estudo dos Arquivos da Stasi, qualquer pessoa pode aceder aos seus arquivos, saber se foi monitorizada pelo Ministério da Segurança do Estado da antiga RDA e ler relatórios de informadores. Cerca de 80.000 pessoas por ano exercem este direito.